O ensino actual das probabilidades faz uma grande utilização da informática, especialmente para simular experiências aleatórias variadas. Este artigo, que se refere ao quadro teórico dos espaços matemáticos de trabalho de Kuzniak, estuda um tipo de tarefas emblemáticas propostas frequentemente a alunos franceses do 11° ano de escolaridade. Para executar essas tarefas, a planilha integrando gráficos foi utilizada sucessivamente como gerador de casos aleatórios, como calculadora ou como ferramenta lógica. Por esta razão, foram dadas ao aluno muitas indicações “técnicas” sobre a utilização do software. Ao mesmo tempo, o aluno deve desenvolver um modelo da experiência, fazer uma simulação utilizando o software. Para realizar tais tarefas, o aluno deve navegar através de vários paradigmas probabilísticos e estatísticos, e, portanto, através de vários espaços de trabalho, sem que lhe seja dada qualquer indicação explícita para o ajudar a identificar o paradigma correcto. Além disso, o enunciado da tarefa é muitas vezes ambíguo o que dificulta a determinação dos paradigmas em que é suposto trabalhar.