O suporte estatístico à área da saúde cresceu significativamente e continua avançando, principalmente após a popularização dos computadores e dos softwares específicos. Termos como prática baseada em evidências e epidemiologia têm a Estatística como um de seus pilares e são comuns na área da saúde. Dada a sua importância, muitos esforços de melhoria do ensino e aprendizagem de Estatística têm sido disseminados no meio acadêmico. Este trabalho tem o objetivo de mostrar e analisar os caminhos que o ensino de Estatística tomou, considerando a revisão de bibliografia feita por Garfield (1995), retomada por Garfield e Ben-Zvi
(2007) e focando no caso específico da área da saúde, por meio da revisão própria de literatura, que contemplou artigos publicados nos anos de 2007 a 2017, em revistas da área da saúde e do ensino. A revisão própria de literatura analisou 26 artigos que foram classificados em duas categorias: aspectos psicológicos e metodologias de ensino. O ensino de Estatística evoluiu como área de estudo e pesquisas, e os esforços pontuais e particulares passaram a contar com instruções e direcionamentos institucionais específicos para o ensino de Estatística. Entretanto, faltam instrumentos para avaliar o que os alunos aprendem e, além disso, o uso das teorias de aprendizagem é ínfimo, o que impacta em metodologias embasadas somente na prática dos
professores.