Neste trabalho, pretendemos mostrar até que ponto o modelo epistemológico das matemáticas, implícito apesar de dominante numa dada instituição escolar, pode influenciar as características do modelo docente, isto é, a maneira sistemática e partilhada de organizar e de gerir o processo de ensino da matemática nessa instituição. Postulamos assim que a prática professional do professor de matemática na aula só se poderá mudar duma maneira duradoira se modificar, em correlação, o modelo epistemológico "ingénuo" que, como diz Brousseau (1987) está na base dos modelos docentes habituais.